Na televisão e na blogosfera tem sido posta em causa - inclusivamente por pessoas pouco dadas a teorias da conspiração - a morte de Osama Bin Laden. Sinceramente não percebo. Seria razoável que o Presidente dos EUA viesse publica e solenemente declarar uma mentira? Não estamos em Portugal, em que a mentira se tornou habitual e é bem recebida, e Obama não é José Sócrates.
Dizem tais comentadores e bloggers que é suspeita a ausência de imagens do cadáver ou do seu enterro. Pois muito bem: se tais imagens fossem mostradas logo ouviríamos uma berraria indignada com a falta de escrúpulos dos americanos ao exibirem os restos mortais do vilão como uma presa de caça, desrespeitando quer o morto, quer a tradição islâmica. Como não mostraram, é porque o homem, afinal, não está morto. Enfim...
Blogue de um conservador à maneira de Pessoa "de estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservatismo"
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A proverbial hipocrisia da esquerda
Abono retirado a 645 mil crianças
Hipocrisia do PS, responsável por esta medida, e do PCP e BE que, caso esta tivesse sido tomada por um governo de centro-direita, já teriam feito uma infinidade de jornadas de luta e concentrações na Largo de Camões.
Hipocrisia do PS, responsável por esta medida, e do PCP e BE que, caso esta tivesse sido tomada por um governo de centro-direita, já teriam feito uma infinidade de jornadas de luta e concentrações na Largo de Camões.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Salazarices
Lacão diz que dúvidas sobre transparência das contas são "anti-patrióticas"
Já só falta propor que esses traidores sejam encarcerados no Tarrafal, a bem da Nação
Já só falta propor que esses traidores sejam encarcerados no Tarrafal, a bem da Nação
quinta-feira, 14 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Nobre
Não sou simpatizante de Fernando Nobre, apesar dos seus méritos, que reconheço. Porém, acho profundamente irritantes e desonestas as reacções destemperadas à sua candidatura a deputado à AR, na qualidade de independente, nas listas do PSD. Os partidos são sistematicamente criticados por estarem de costas voltadas para a sociedade civil; ora, o que o PSD fez ao convidar Nobre foi precisamente abrir espaço a um cidadão não filiado. O problema é que Nobre se candidata pelo partido errado. Se tivesse aceite o convite do PS que - ao que consta - lhe terá sido formulado, toda a gente elogiaria o gesto. Porém, porque integra as listas de um partido do centro-direita, aqui d'el Rei, que o homem é um oportunista e um traidor ( traidor a quê e a quem? ).
Esquecem também - ou fingem esquecer - os críticos de Nobre, que os partidos detêm o monopólio da representação política no parlamento e que qualquer cidadão, para ter assento na casa da democracia, tem por força que integrar as listas de um partido.
Defendo convictamente a abertura dos partidos, bem como de todas as instituições do Estado, à sociedade civil, por isso aplaudo esta decisão do PSD. Espero, porém, que Fernando Nobre não seja apenas um símbolo de participação cidadã, com o objectivo de tentar esconder o peso do aparelhismo partidário nas listas sociais-democratas à AR, o que, a acontecer, faria da candidatura de Fernando Nobre, um mero gesto de propaganda à la Sócrates. Quero acreditar que Passos Coelho não irá por esse caminho.
Esquecem também - ou fingem esquecer - os críticos de Nobre, que os partidos detêm o monopólio da representação política no parlamento e que qualquer cidadão, para ter assento na casa da democracia, tem por força que integrar as listas de um partido.
Defendo convictamente a abertura dos partidos, bem como de todas as instituições do Estado, à sociedade civil, por isso aplaudo esta decisão do PSD. Espero, porém, que Fernando Nobre não seja apenas um símbolo de participação cidadã, com o objectivo de tentar esconder o peso do aparelhismo partidário nas listas sociais-democratas à AR, o que, a acontecer, faria da candidatura de Fernando Nobre, um mero gesto de propaganda à la Sócrates. Quero acreditar que Passos Coelho não irá por esse caminho.
sábado, 9 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
O curioso caso da Bélgica
terça-feira, 29 de março de 2011
Metáfora
O Prós & Contras de hoje é a perfeita metáfora do País. Um grupo de personalidades bem pensantes, sentadas em semicírculo, à conversa entre si, de costas voltadas para a assistência.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Portugal no seu melhor
Resumo da factura da EPAL: Consumo de água = 1,82 Euros. Valor a pagar = 16.21 Euros
Da Democracia
Sócrates e a sua entourage introduziram na política indígena um discurso intolerável numa democracia. Consideraram-se únicos defensores do bem comum, entendendo, portanto, que todos os que não apoiassem incondicionalmente as suas políticas eram contra esse objectivo. Ora, esse é o argumento característico dos regimes autoritários. Numa democracia, parte-se do pressuposto que todas as forças políticas pugnam pelo bem comum, diferindo apenas nos caminhos para o alcançar. São, pois, os meios que se discutem e não os fins. A queda deste Governo pôs cobro a este argumento chantagista de pendor autocrático. Ainda bem.
quarta-feira, 23 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Então, não há manif?
Passei há pouco no Largo de Camões e fiquei espantado com a calma domingueira que lá se vivia. Esperava, honestamente, uma manifestação contra a ingerência imperialista na Líbia, com cartazes a verberar os EUA e a NATO. Será que a esquerda colorida foi toda para a praia?
sábado, 19 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Recado aos partidos
"Pessoas da geração do 25 de Abril andam muito zangadas com o povo porque o povo se manifesta contra os partidos. Dizem que não pode haver democracia sem partidos. Não sei se pode. Se calhar não. Mas quando o povo se manifesta contra os partidos, não é o povo que tem que mudar."
João Miranda, Blasfémias
João Miranda, Blasfémias
domingo, 13 de março de 2011
O raio que os parta!
José Pacheco Pereira e outros opinion makers da sua geração têm criticado em tom arrogante a manifestação de 12 de Março, recorrendo a fáceis e abusivas generalizações, apodando os manifestantes de irresponsáveis, mimados e, como alguém chegou a referir, possuidores de smartcars ( eu não tenho sequer uma mísera bicicleta ).
Esquecem-se estes comentadores instalados em sinecuras tão confortáveis quanto os sofás onde se sentam quando escrevem os seus posts e artigos inflamados, que nos idos de 70 - quando tinham a idade dos que hoje protestam - com singular irresponsabilidade e inconsequência, defendiam para Portugal - ao arrepio da História e do mais elementar bom senso - o socialismo e uma multiplicidade de outros "ismos". Não reconheço, pois, à geração de Pacheco Pereira, autoridade moral para a sobranceria com que critica aqueles que estão hoje a pagar a factura pelos seus desvarios e experimentalismos ideológicos que produziram, entre outros desastres, as nacionalizações, a reforma agrária e um Estado tão desmesurado quanto ineficaz.
Esquecem-se estes comentadores instalados em sinecuras tão confortáveis quanto os sofás onde se sentam quando escrevem os seus posts e artigos inflamados, que nos idos de 70 - quando tinham a idade dos que hoje protestam - com singular irresponsabilidade e inconsequência, defendiam para Portugal - ao arrepio da História e do mais elementar bom senso - o socialismo e uma multiplicidade de outros "ismos". Não reconheço, pois, à geração de Pacheco Pereira, autoridade moral para a sobranceria com que critica aqueles que estão hoje a pagar a factura pelos seus desvarios e experimentalismos ideológicos que produziram, entre outros desastres, as nacionalizações, a reforma agrária e um Estado tão desmesurado quanto ineficaz.
Contas certas
Discurso do PR + moção de censura + PEC IV + manifestação de 12 de Março = demissão do Governo
Moção de censura II

Desceu à rua um Portugal farto de tudo isto. Farto por boas e más razões, mas sobretudo farto. Desceu à rua um Portugal que quis fazer qualquer coisa, mesmo que não saiba muito bem como as coisas podem ser diferentes. Desceu à rua um país inorgânico mas, no essencial, ordeiro e respeitador da democracia. Desceu à rua um Portugal algo desesperado mas não revolucionário. Desceu à rua um Portugal que gostou de verificar que não está totalmente alheado da coisa pública.
José Manuel Fernandes
sábado, 12 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Acerca da "Geração à Rasca"
Não me revejo em diversas reivindicações do movimento “Geração à Rasca”. Não creio possível, nem desejável, a manutenção do Estado Social nos moldes em que até agora se estruturou. Não desejo um mercado de trabalho com empregos “blindados” por uma legislação demasiado rígida. Creio que a chave da resolução da crise passa mais pelo crescimento económico, gerador de emprego.
Mas não deixa de me causar espanto a indignação que a manifestação está a causar em certos sectores da direita; a mesma direita que está sempre a clamar pela participação da sociedade civil, mas que perante uma manifestação organizada por esta, se toma de pânicos e a considera ilegítima. Poderá a nossa direita estar em desacordo com os motivos do movimento, mas não me parece coerente que esteja tão incomodada com a sua existência. Em blogues, tidos por liberais, da direita moderna, como o Blasfémias ou o 31 da Armada, nota-se um azedume em relação à manifestação do próximo dia 12. Afinal de contas, parece que a velha fórmula do "viver habitualmente" continua a fazer escola. O medo da contestação, da rua, permanece.
O direito ao protesto não é um exclusivo da geração que fez o 25 de Abril. Todos, novos e velhos, têm o direito de defender as causas que consideram justas e todos, da esquerda à direita, têm o dever de o respeitar. Como dizia o senhor Voltaire “Je ne suis pas d'accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu'au bout pour que vous puissiez le dire”.
Mas não deixa de me causar espanto a indignação que a manifestação está a causar em certos sectores da direita; a mesma direita que está sempre a clamar pela participação da sociedade civil, mas que perante uma manifestação organizada por esta, se toma de pânicos e a considera ilegítima. Poderá a nossa direita estar em desacordo com os motivos do movimento, mas não me parece coerente que esteja tão incomodada com a sua existência. Em blogues, tidos por liberais, da direita moderna, como o Blasfémias ou o 31 da Armada, nota-se um azedume em relação à manifestação do próximo dia 12. Afinal de contas, parece que a velha fórmula do "viver habitualmente" continua a fazer escola. O medo da contestação, da rua, permanece.
O direito ao protesto não é um exclusivo da geração que fez o 25 de Abril. Todos, novos e velhos, têm o direito de defender as causas que consideram justas e todos, da esquerda à direita, têm o dever de o respeitar. Como dizia o senhor Voltaire “Je ne suis pas d'accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu'au bout pour que vous puissiez le dire”.
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