segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ver para crer

Na televisão e na blogosfera tem sido posta em causa - inclusivamente por pessoas pouco dadas a teorias da conspiração - a morte de Osama Bin Laden. Sinceramente não percebo. Seria razoável que o Presidente dos EUA viesse publica e solenemente declarar uma mentira? Não estamos em Portugal, em que a mentira se tornou habitual e é bem recebida, e Obama não é José Sócrates.
Dizem tais comentadores e bloggers que é suspeita a ausência de imagens do cadáver ou do seu enterro. Pois muito bem: se tais imagens fossem mostradas logo ouviríamos uma berraria indignada com a falta de escrúpulos dos americanos ao exibirem os restos mortais do vilão como uma presa de caça, desrespeitando quer o morto, quer a tradição islâmica. Como não mostraram, é porque o homem, afinal, não está morto. Enfim...

A proverbial hipocrisia da esquerda

Abono retirado a 645 mil crianças

Hipocrisia do PS, responsável por esta medida, e do PCP e BE que, caso esta tivesse sido tomada por um governo de centro-direita, já teriam feito uma infinidade de jornadas de luta e concentrações na Largo de Camões.

Congratulations, Mr. President!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Salazarices

Lacão diz que dúvidas sobre transparência das contas são "anti-patrióticas"

Já só falta propor que esses traidores sejam encarcerados no Tarrafal, a bem da Nação

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nobre

Não sou simpatizante de Fernando Nobre, apesar dos seus méritos, que reconheço. Porém, acho profundamente irritantes e desonestas as reacções destemperadas à sua candidatura a deputado à AR, na qualidade de independente, nas listas do PSD. Os partidos são sistematicamente criticados por estarem de costas voltadas para a sociedade civil; ora, o que o PSD fez ao convidar Nobre foi precisamente abrir espaço a um cidadão não filiado. O problema é que Nobre se candidata pelo partido errado. Se tivesse aceite o convite do PS que - ao que consta - lhe terá sido formulado, toda a gente elogiaria o gesto. Porém, porque integra as listas de um partido do centro-direita, aqui d'el Rei, que o homem é um oportunista e um traidor ( traidor a quê e a quem? ).
Esquecem também - ou fingem esquecer - os críticos de Nobre, que os partidos detêm o monopólio da representação política no parlamento e que qualquer cidadão, para ter assento na casa da democracia, tem por força que integrar as listas de um partido.
Defendo convictamente a abertura dos partidos, bem como de todas as instituições do Estado, à sociedade civil, por isso aplaudo esta decisão do PSD. Espero, porém, que Fernando Nobre não seja apenas um símbolo de participação cidadã, com o objectivo de tentar esconder o peso do aparelhismo partidário nas listas sociais-democratas à AR, o que, a acontecer, faria da candidatura de Fernando Nobre, um mero gesto de propaganda à la Sócrates. Quero acreditar que Passos Coelho não irá por esse caminho.

sábado, 9 de abril de 2011

Estou confuso...




... então não é a direita que representa os interesses económicos?

quarta-feira, 30 de março de 2011

O curioso caso da Bélgica



A Bélgica é a recordista mundial dos países sem governo, completando hoje o 289º dia sem Executivo. Apesar disso, o Estado belga não só não acabou como não caiu no caos. Não advogo a tese do minimal state, mas o caso belga faz-me pensar...

terça-feira, 29 de março de 2011

Metáfora

O Prós & Contras de hoje é a perfeita metáfora do País. Um grupo de personalidades bem pensantes, sentadas em semicírculo, à conversa entre si, de costas voltadas para a assistência.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Portugal no seu melhor

Resumo da factura da EPAL: Consumo de água = 1,82 Euros. Valor a pagar = 16.21 Euros

Da Democracia

Sócrates e a sua entourage introduziram na política indígena um discurso intolerável numa democracia. Consideraram-se únicos defensores do bem comum, entendendo, portanto, que todos os que não apoiassem incondicionalmente as suas políticas eram contra esse objectivo. Ora, esse é o argumento característico dos regimes autoritários. Numa democracia, parte-se do pressuposto que todas as forças políticas pugnam pelo bem comum, diferindo apenas nos caminhos para o alcançar. São, pois, os meios que se discutem e não os fins. A queda deste Governo pôs cobro a este argumento chantagista de pendor autocrático. Ainda bem.

domingo, 20 de março de 2011

Então, não há manif?

Passei há pouco no Largo de Camões e fiquei espantado com a calma domingueira que lá se vivia. Esperava, honestamente, uma manifestação contra a ingerência imperialista na Líbia, com cartazes a verberar os EUA e a NATO. Será que a esquerda colorida foi toda para a praia?

terça-feira, 15 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Obviamente, demita-se!



http://www.facebook.com/pages/J%C3%A1-Basta/138950559505563?ref=ts&sk=wall

Recado aos partidos

"Pessoas da geração do 25 de Abril andam muito zangadas com o povo porque o povo se manifesta contra os partidos. Dizem que não pode haver democracia sem partidos. Não sei se pode. Se calhar não. Mas quando o povo se manifesta contra os partidos, não é o povo que tem que mudar."

João Miranda, Blasfémias

domingo, 13 de março de 2011

O raio que os parta!

José Pacheco Pereira e outros opinion makers da sua geração têm criticado em tom arrogante a manifestação de 12 de Março, recorrendo a fáceis e abusivas generalizações, apodando os manifestantes de irresponsáveis, mimados e, como alguém chegou a referir, possuidores de smartcars ( eu não tenho sequer uma mísera bicicleta ).
Esquecem-se estes comentadores instalados em sinecuras tão confortáveis quanto os sofás onde se sentam quando escrevem os seus posts e artigos inflamados, que nos idos de 70 - quando tinham a idade dos que hoje protestam - com singular irresponsabilidade e inconsequência, defendiam para Portugal - ao arrepio da História e do mais elementar bom senso - o socialismo e uma multiplicidade de outros "ismos". Não reconheço, pois, à geração de Pacheco Pereira, autoridade moral para a sobranceria com que critica aqueles que estão hoje a pagar a factura pelos seus desvarios e experimentalismos ideológicos que produziram, entre outros desastres, as nacionalizações, a reforma agrária e um Estado tão desmesurado quanto ineficaz.

Rá, ré, ri, ró, rua!!!

Contas certas

Discurso do PR + moção de censura + PEC IV + manifestação de 12 de Março = demissão do Governo

Moção de censura II



Desceu à rua um Portugal farto de tudo isto. Farto por boas e más razões, mas sobretudo farto. Desceu à rua um Portugal que quis fazer qualquer coisa, mesmo que não saiba muito bem como as coisas podem ser diferentes. Desceu à rua um país inorgânico mas, no essencial, ordeiro e respeitador da democracia. Desceu à rua um Portugal algo desesperado mas não revolucionário. Desceu à rua um Portugal que gostou de verificar que não está totalmente alheado da coisa pública.

José Manuel Fernandes

quarta-feira, 9 de março de 2011

Limpeza


Quer-me parecer que o Presidente da República apelou à rápida remoção do Governo de Sócrates.

Acerca da "Geração à Rasca"

Não me revejo em diversas reivindicações do movimento “Geração à Rasca”. Não creio possível, nem desejável, a manutenção do Estado Social nos moldes em que até agora se estruturou. Não desejo um mercado de trabalho com empregos “blindados” por uma legislação demasiado rígida. Creio que a chave da resolução da crise passa mais pelo crescimento económico, gerador de emprego.
Mas não deixa de me causar espanto a indignação que a manifestação está a causar em certos sectores da direita; a mesma direita que está sempre a clamar pela participação da sociedade civil, mas que perante uma manifestação organizada por esta, se toma de pânicos e a considera ilegítima. Poderá a nossa direita estar em desacordo com os motivos do movimento, mas não me parece coerente que esteja tão incomodada com a sua existência. Em blogues, tidos por liberais, da direita moderna, como o Blasfémias ou o 31 da Armada, nota-se um azedume em relação à manifestação do próximo dia 12. Afinal de contas, parece que a velha fórmula do "viver habitualmente" continua a fazer escola. O medo da contestação, da rua, permanece.
O direito ao protesto não é um exclusivo da geração que fez o 25 de Abril. Todos, novos e velhos, têm o direito de defender as causas que consideram justas e todos, da esquerda à direita, têm o dever de o respeitar. Como dizia o senhor Voltaire “Je ne suis pas d'accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu'au bout pour que vous puissiez le dire”.